sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Pornolírico I – Bucolismo Bucetal

 
Na relva de teu púbis, me deito ao lusco-fusco,
Teus pelos brilham como orvalho em grama úmida.
O canto do sabiá vira gemido brusco,
E a natureza goza em tua bunda arbórea.

Teu cheiro é de mato, suor e luxúria viva,
Teus lábios, os de cima, murmuram poesia.
Os de baixo, no entanto, clamam por saliva,
E eu venho, poeta, com minha língua enrijecida.

É manhã, mas quem desperta é o meu tesão,
Numa bucólica ereção de amor profano.
Vem, minha ninfa, tira essa camisola de algodão,
E rebola com convicção em uma tarde de verão.

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